Birdfont , um promissor editor de fonts em linux

A criação de fontes personalizadas é algo que fascina muitas pessoas, as razões são inúmeras que vão desde criar uma família de tipos mais adequada ao projeto em andamento, ou simplesmente a vontade de ter sua caligrafia digitalizada.

Criar um tipo é uma tarefa árdua e cansativa, são muitos elementos que devem ser devidamente projetados e configurados, no meio digital, o aplicativo mais comum quando o assunto é a criação de fonts é o fontcreator que custa aproximadamente ~80 dólares. No linux o mais famoso é o excelente FontForge, que está presente nos repositórios das distribuições GNU/Linux mais populares.

Para instalar no openSUSE:

Sudo zypper install fontforge

Recentemente eu conheci o Birdfont, um editor mais simples do que o fontforge e escrito em vala, porém, tem tudo o que um aspirante a tipógrafo precisa, ferramentas de desenho básicas, ajuste de configurações como altura de X, ascendente, descendente, kerning e afins. Das características do Birdfont as mais interessantes são o suporte a imagens de fundo e a importação de arquivos vetoriais SVG.

O BirdFont é multi-platafora (Gnu/Linux, Macintosh, Windows e openBSD) e conta com 3 licensas

  • Código fonte sobre a GNU GPL
  • Versão grátis para SIL fonts
  • Versão comercial para fonts proprietárias (disponível a partir de doações de 1 dólar)

A instalação em openSUSE é simples e pode ser feita seguindo os passos abaixo.

A primeira coisa que devemos fazer é instalar as dependências:

sudo zypper in vala libgee-devel libxml2-devel libwebkitgtk-devel libgee06-devel 

Baixamos o código-fonte:

wget -c http://birdfont.org/releases/birdfont-0.31.tar.gz

Descompactamos e entramos na pasta descompactada:

tar -xvf birdfont-0.31.tar.gz && cd birdfont-0.31/

Configuração:

./configure --prefix=/usr

Lembrando que “–prefix=/usr” é o local da instalação, por padrão o birdfont é instalado em “/usr/local” eu tenho uma pasta chamada USR em meu diretório HOME, é nele que instalo aplicativos que estou testando, é uma maneira de deixar a raiz de meu sistema livre de tranqueiras.

./scripts/linux_build.py --prefix=/usr

É importante usar o mesmo prefixo do passo anterior, ou a instalação não funcionará.
Agora é só instalar ;P

sudo ./install.py

Criando um "a"

No site oficial existe uma documentação bastante interessante(vídeos e texto) sobre o programa, não deixe de conferir

Explicando as ferramentas 🙂

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Gerando um PDF-x1a Com inkscape e Scribus

Em qualquer local em que se debata sobre ferramentas livres em áreas como ilustração e design, sempre aparecerá alguém para realizar a pergunta: “Como faço pra criar um pdf-x no inkscape(scribus)?”. Bem, sem querer ser clichê mais sendo mesmo assim , Seus problemas acabaram! A versão 1.5.0(svn) do Scribus nos fornece essa opção além da exportação para PDF-x3.
Não vou me aprofundar nos conceitos de pdf-x creio que qualquer um que trabalha com impressos deva saber disso, mas apenas mostrar um pequeno passo-a-passo de uma ilustração simples no inkscape para um pdf-x1a no scribus.

Antes de tudo, precisamos instalar o scribus 1.5.0, podemos fazer isso de duas formas.

Método fácil(compilação):

1.Instalamos as dependências e baixamos o código-fonte do scribus via SVN

sudo zypper install libqt4-devel libQtWebKit-devel libpoppler-devel libpodofo-devel libjpeg8-devel liblcms2-devel libtiff-devel cups-devel libxml2-devel \
python-devel fontconfig-devel libopenssl-devel freetype2-devel freetype freetype-devel python-imaging tk python-tk libcairo2

svn co svn://scribus.net/trunk/Scribus  scribus150

2. Dentro da pasta com os arquivos que foram baixados criamos uma pasta chamada "build" e entramos nela

mkdir build && cd build/ 

3.Vamos configurar, compilar e instalar, costumo instalar meus os aplicativos que compilo em uma pasta dentro de /opt , isso evita conflitos com outros aplicativos(no caso a versão estável do scribus)

sudo mkdir /opt/scribus

Com o local da instalação criado agora vamos começar com a diversão.
Configuração:

cmake -DCMAKE_INSTALL_PREFIX:PATH=/opt/scribus/ ..

Compilação:

make

Instalação:

sudo make install

Pronto, scribus 1.5.0 instalado 😛
Agora o método 2 Mamão com Açúcar 8)
É só usar o 1-click-install (obrigado openSUSE por ter criado isso) e ser feliz.

oneclick

Problemas com o método 2, o scribus 1.5.0 está disponível via repositórios instáveis do KDE, logo, creio seja melhor você marcar a opção de não continuar inscrito nos repositórios após a instalação, outro problema é que muito provavelmente a instalação irá atualizar seu scribus, então vocês ficarão apenas com essa versão instalada em teu sistema.

Agora vamos ao pdf-x1a

1.Crie seu projeto normalmente no inkscape

2.O scribus não tem suporte aos filtros svg(blur e afins), não tema, basta exportar seu projeto para Ps ou EPS

3.Importe seu Ps ou Eps no scribus e configure seu documento(adição de marcas de corte, de registro, sangria, perfil icc, compatibilidade e coisas do tipo)

4.Exporte seu seu arquivo usando o "profile" PDF/X-1a

5.Envie pra gráfica e seja feliz 😉

Esse é o arquivo de teste : https://copy.com/PGbPq3Q4JNe0

PS: Mas... e as cores? pois é. lembrando que de maneira nativa o inkscape trabalha apenas com cores em RGB, então é bem provável que suas cores estejam fora do gamut, para contornar isso basta você adicionar um perfil icc em seu documento no inkscape e usar a aba CMS dentro das propriedades de cor e traço.

PS²: Caso não saiba como adicionar um perfil icc ao seu documento no inkscape, basta seguir o gif.

Perspectiva Isométrica no Inkscape | Isometric projection in inkscape

Antes de Ler esse post, não deixe de conferir o link original no blog da .

Perspectiva isométrica nos ajuda a demostrar objetos tridimensionais em um plano criando a ilusão de volume. Muito usado em games de computadores e pixel art(como também na arquitetura, design de embalagens e etc.). Você pode ler um pouco mais sobre o tema corrente nesse artigo no link (em pt-br pode conferir esse arquivo)

Nesse artigo/tutorial, nós vamos examinar maneiras(três) de criar objetos em perspectiva isométrica usando o inkscape.

  • Grid(grade) axonométrico
  • Transformação do objeto
  • Criando caixas 3D

I –  Grid(grade) Axonométrico

O inkscape suporta dois tipos de grid: retangular e axonométrico(Arquivo>Propriedades do Desenho>Grades). O uso da grade axonométrica permite você criar objetos em perspespectiva isométrica. Porém para tornar o ato de desenhar ainda mais fácil, você pode configurar o grid para atender às suas necessidade s(Exibir>Auto-alinhamento %). As propriedades do grid incluem mudar a Unidade(centímetros, Milímetros, Picas, pixels e afins), Espaçamento do Eixo Y e guia principal. Por conveniência você também pode especificar as cores para as linha-guia principal e secundárias.

axometric

II – Transformação do objeto

Praticamente qualquer objeto pode ser transformado em perspectiva isométricas desde que este seja ajustado corretamente. Por exemplo você precisa especificar quantas casas serão desenhadas em isometria , afinal, quanto mais detalhes existe na imagem, mais vistosa a imagem será.

Depois de ter criado o texto nós precisamos ir em Objeto>transformações>escala(Ctrl+shift+M) e o reduza em 86.6%(86.603, pra ser exato). Em seguida, no mesmo menu “Transformação”(aba Inclinação) , incline-o 30 ou -30 graus(dependendo do ângulo desejado)

III – Criando Caixas 3D.

Com a ferramenta “Caixas 3D” (Shift+F4), você pode criar uma variedade de objetos tridimensionais em perspectiva. Mas nosso objetivo é criar em Perspectiva isométrica, então nós precisamos  alternar os pontos de fuga em todas 3 direções, do “finito” para “infinito”(para isto, basta clicar no ícone que fica ao lado dos parâmetros de ângulo ma ferramenta caixas 3D). E ajustar os ângulos da caixa para os seguintes valores: X 150, Y 90, Z 30.

Dica: Para editar o preenchimento e contorno dos lados individualmente sem perder as propriedades da Caixa 3D, você pode usar a ferramenta editor de nós(F2), na imagem acima o topo da caixa está transparente.

‘Born & Raised’ impressionante trabalho de David A. Smith

David A. Smith é um artista/designer inglês que se especializou em criar peças ornamentais feitas a mão, principalmente em vidro. O projeto “Born & Raised” trata da capa de um disco do artista John Mayer , o David mistura tipografia com um toque ornamental ao estilo Art Déco , seu processo é complexo, envolve uma porção grande de habilidades e ferramentas, o trabalho é todo desenhado a mão e por partes e tudo é unido na peça final:

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