Criando padrões(patterns) sem marca no inkscape

Olá companheiros! quanto tempo hein? :P

Bem, o usuário Jabiertxo Arraiza Cenoz publicou recentemente, na verdade à poucas horas atrás, na mailing-list de usuários do inkscape uma nova extensão que é capaz de criar de forma simples e rápida padrões(patterns) repetidos sem emendas, bem, sabe aqueles fundos de sites cujo um único símbolo se repete ensandecidamente  por toda parte? Pois, aquilo em certos casos é uma baita de uma dor de cabeça para criar, mas, nossos problemas acabaram :)

Faça o download da extensão clique aqui , você fará o download de um arquivo zipado, descompacte-o e na pasta verá os seguintes arquivos:

  • seamless_pattern.inx
  • seamless_pattern_procedural.inx
  • seamless_pattern.py
  • seamless_pattern.svg

Pegue o arquivo “seamless_pattern.svg” e mova-o para a pasta ” /home/SEU USUÁRIO/.config/inkscape/templates/” , os demais arquivos você deve mover para a pasta ” /home/SEU USUÁRIO/.config/inkscape/extensions/” e pronto, extensão instalada com sucesso.

Existem duas maneiras de criar os padrões uma vez que a extensão está instalada vamos mostrar aqui brevemente a mais prática.

Lembra do SVG que movemos para a pasta templates? advinha o que ele é…um template! crie um novo documento usando o template recém instalado “Arquivo>Novo>Seamless_pattern” teu inkscape vai lhe mostrar algo mais ou menos asssim.

  1. imagem2Background : Obviamente a cor do fundo que seu padrão terá(mude a cor desse quadrado e verá a cor de fundo de seu padrão mudar)
  2. Seamless Pattern Export page : Preview de sua pattern
  3. O 3 nada mais é que seu padrão propriamente dito.
  4. Área de desenho, faça a sua arte meu caro(a) !
  5. Preview da pattern em 3 x 3

Observem que o SVG do template é bem divididos em camadas, certifique-se que os elementos que vai adicionar/farão parte de seu padrão está na camada DESIGN. depois de desenhar bem o que quer, basta selecionar o item 3 e exportar como PNG, ou, você pode usar a opção “clonar em ladrilhos” (Editar>clone>clonar em ladrilhos” para transformar seu padrão em um padrão 3 x 3 como no preview(5) por exemplo.

Segue um vídeo do autor para maior entendimento da extensão:

 

Birdfont , um promissor editor de fonts em linux

A criação de fontes personalizadas é algo que fascina muitas pessoas, as razões são inúmeras que vão desde criar uma família de tipos mais adequada ao projeto em andamento, ou simplesmente a vontade de ter sua caligrafia digitalizada.

Criar um tipo é uma tarefa árdua e cansativa, são muitos elementos que devem ser devidamente projetados e configurados, no meio digital, o aplicativo mais comum quando o assunto é a criação de fonts é o fontcreator que custa aproximadamente ~80 dólares. No linux o mais famoso é o excelente FontForge, que está presente nos repositórios das distribuições GNU/Linux mais populares.

Para instalar no openSUSE:

Sudo zypper install fontforge

Recentemente eu conheci o Birdfont, um editor mais simples do que o fontforge e escrito em vala, porém, tem tudo o que um aspirante a tipógrafo precisa, ferramentas de desenho básicas, ajuste de configurações como altura de X, ascendente, descendente, kerning e afins. Das características do Birdfont as mais interessantes são o suporte a imagens de fundo e a importação de arquivos vetoriais SVG.

O BirdFont é multi-platafora (Gnu/Linux, Macintosh, Windows e openBSD) e conta com 3 licensas

  • Código fonte sobre a GNU GPL
  • Versão grátis para SIL fonts
  • Versão comercial para fonts proprietárias (disponível a partir de doações de 1 dólar)

A instalação em openSUSE é simples e pode ser feita seguindo os passos abaixo.

A primeira coisa que devemos fazer é instalar as dependências:

sudo zypper in vala libgee-devel libxml2-devel libwebkitgtk-devel libgee06-devel 

Baixamos o código-fonte:

wget -c http://birdfont.org/releases/birdfont-0.31.tar.gz

Descompactamos e entramos na pasta descompactada:

tar -xvf birdfont-0.31.tar.gz && cd birdfont-0.31/

Configuração:

./configure --prefix=/usr

Lembrando que “–prefix=/usr” é o local da instalação, por padrão o birdfont é instalado em “/usr/local” eu tenho uma pasta chamada USR em meu diretório HOME, é nele que instalo aplicativos que estou testando, é uma maneira de deixar a raiz de meu sistema livre de tranqueiras.

./scripts/linux_build.py --prefix=/usr

É importante usar o mesmo prefixo do passo anterior, ou a instalação não funcionará.
Agora é só instalar ;P

sudo ./install.py

Criando um "a"

No site oficial existe uma documentação bastante interessante(vídeos e texto) sobre o programa, não deixe de conferir

Explicando as ferramentas :)

Plugin G’mic no KRITA!

Krita é um aplicativo de edição/criação de imagens em bitmaps, o programa é potente e possui seu foco voltado para a ilustração. O krita faz parta da suíte de escritório Calligra, antiga suíte Koffice. O G’mic é um framework potente para processamento  de imagens que possui várias interfaces, dentre estas, temos uma para GIMP. O G’mic seria(ou é) em termos miúdos uma interface para uma série de plugins de processamento de imagens. Um exemplo do que pode ser feito com o G’mic(e gimp) pode ser visto nesse vídeo tutorial do Ramón Miranda.

A adição do g’mic no krita amplia ainda mais o leque de opções para o artista trabalhar, o suporte ao plugin em questão ainda é fraco, algumas opções não funcionam, outras não como deveriam, esse krita turbinado está a disposição de todos via os repositórios instáveis do KDE, para usuários do maravilhoso(Rá!) openSUSE podem instalar via o 1-Click-install(Valeu outra vez suse :D )clicando aqui. Outra opção é baixar e instalar o krita via o Git, instruções podem ser vistas aqui.
Abaixo, reproduzo teste do blogueiro Timothee Giet e seu teste/uso dessa nova opção do Krita:
1 – Com todos os contornos definidos, cria-se uma nova camada e “risca” as cores que vc deseja nesta.
2- chama o G’mic e ele faz a mágica para você, pense em quantos minutos preciosos acaba de economizar na criação de sua base chapada.

Papéis de Parede Opensuse :

Papéis de parede baseados no opensuse:)

Inkscap e Gimp

Resoluções :
1024*768

1600*1200

1920*1080

1366×768

1280*800

Bônus, capa para facebook .

PS: Google+ cover, Ksplash Screen e mais resoluções… em breve

SVG Base

 wget -c https://files.myopera.com/jotajackson/files/base.svg

Foto por Angela GS

Preview

Preview

Baixe todo aqui

Wallpapers V2.

Seguindo recomendações que recebi, o mesmo trabalho porém sem o logo “mordendo” a cauda do camaleão.

Baixe tudo aqui.

Gerando um PDF-x1a Com inkscape e Scribus

Em qualquer local em que se debata sobre ferramentas livres em áreas como ilustração e design, sempre aparecerá alguém para realizar a pergunta: “Como faço pra criar um pdf-x no inkscape(scribus)?”. Bem, sem querer ser clichê mais sendo mesmo assim , Seus problemas acabaram! A versão 1.5.0(svn) do Scribus nos fornece essa opção além da exportação para PDF-x3.
Não vou me aprofundar nos conceitos de pdf-x creio que qualquer um que trabalha com impressos deva saber disso, mas apenas mostrar um pequeno passo-a-passo de uma ilustração simples no inkscape para um pdf-x1a no scribus.

Antes de tudo, precisamos instalar o scribus 1.5.0, podemos fazer isso de duas formas.

Método fácil(compilação):

1.Instalamos as dependências e baixamos o código-fonte do scribus via SVN

sudo zypper install libqt4-devel libQtWebKit-devel libpoppler-devel libpodofo-devel libjpeg8-devel liblcms2-devel libtiff-devel cups-devel libxml2-devel \
python-devel fontconfig-devel libopenssl-devel freetype2-devel freetype freetype-devel python-imaging tk python-tk libcairo2

svn co svn://scribus.net/trunk/Scribus  scribus150

2. Dentro da pasta com os arquivos que foram baixados criamos uma pasta chamada "build" e entramos nela

mkdir build && cd build/ 

3.Vamos configurar, compilar e instalar, costumo instalar meus os aplicativos que compilo em uma pasta dentro de /opt , isso evita conflitos com outros aplicativos(no caso a versão estável do scribus)

sudo mkdir /opt/scribus

Com o local da instalação criado agora vamos começar com a diversão.
Configuração:

cmake -DCMAKE_INSTALL_PREFIX:PATH=/opt/scribus/ ..

Compilação:

make

Instalação:

sudo make install

Pronto, scribus 1.5.0 instalado :P
Agora o método 2 Mamão com Açúcar 8)
É só usar o 1-click-install (obrigado openSUSE por ter criado isso) e ser feliz.

oneclick

Problemas com o método 2, o scribus 1.5.0 está disponível via repositórios instáveis do KDE, logo, creio seja melhor você marcar a opção de não continuar inscrito nos repositórios após a instalação, outro problema é que muito provavelmente a instalação irá atualizar seu scribus, então vocês ficarão apenas com essa versão instalada em teu sistema.

Agora vamos ao pdf-x1a

1.Crie seu projeto normalmente no inkscape

2.O scribus não tem suporte aos filtros svg(blur e afins), não tema, basta exportar seu projeto para Ps ou EPS

3.Importe seu Ps ou Eps no scribus e configure seu documento(adição de marcas de corte, de registro, sangria, perfil icc, compatibilidade e coisas do tipo)

4.Exporte seu seu arquivo usando o "profile" PDF/X-1a

5.Envie pra gráfica e seja feliz ;)

Esse é o arquivo de teste : https://copy.com/PGbPq3Q4JNe0

PS: Mas... e as cores? pois é. lembrando que de maneira nativa o inkscape trabalha apenas com cores em RGB, então é bem provável que suas cores estejam fora do gamut, para contornar isso basta você adicionar um perfil icc em seu documento no inkscape e usar a aba CMS dentro das propriedades de cor e traço.

PS²: Caso não saiba como adicionar um perfil icc ao seu documento no inkscape, basta seguir o gif.

Ea’s Origin no Linux(Resolvendo O problema de downloads)

Tux-G2_origin

Eu jogo e uso linux, simplesmente isso. Esses dias estava aqui e do nada me lembrei : “Ei… eu não terminei o Dead Space 2!” então fui correndo baixar o game. Só que no download eu encontrei um problema, o Origin(cliente gestor de games da EA) tem um problema que me impedia de baixar o meu jogo, acontece que quando o origin se conecta aos servidores de download da Ea, ele baixa os arquivos do jogo de maneira muito lenta, isso quando conecta. Então, após muito pesquisar eu cheguei a solução, para não dizer gambiarra, abaixo.

Como falei antes o origin raramente conecta, para corrigir isso você deve aplicar um hack no código do wine, mas para a facilitar nossa vida, o pessoal do playonLinux nos oferece uma versão pré-compilada do wine já com o hack presente:

wget -c http://www.playonlinux.com/wine/binaries/linux-x86/PlayOnLinux-wine-1.5.28-Origin-linux-x86.pol --output-document=wine-1.5.28-origin.tar.bz2 

Caso use o playonlinux, pode baixar essa versão do wine pelo próprio programa. Essa versão do wine não resolve todos os problemas, mas ela garante que o origin consiga se conectar aos servidores de download, mas o download sempre, sempre da erro e é a partir desse momento que começa a diversão.
Eu conheci um programa chamado TCPflow, que nos permite monitorar dados que estão sendo “trocados” via TCP.
Instalamos o TCPflow no opensuse facilmente :

zypper install tcpflow

Com o programa instalado e com seu origin baixando o seu game, como root no terminal executamos o tcpflow:

tcpflow -p -c -i eth0 port 80 | grep eamaster

“tcpflow -p -c -i eth0 port 80″ diz ao programa pra nos exibir o que acontece em eth0 na porta 80, sem se meter na conexão e sem criar arquivos de log adicionais, “grep eamaster” irá garantir que apenas as as infos que desejamos seja exibida.
No seu terminal aparacerá várias mensagens similares a essas

/eamaster/s/p/eagames/deadspace/deadspace_na_dip_1.zip?sauth=xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx HTTP/1.1


Onde "X" é um código que funciona como uma chave que lhe permite o acesso aos servidores. Geralmente o endereço do servidor de download da EA é

akamai.cdn.ea.com

Agora já sabemos o servidor e o arquivo que queremos baixar, feche o origin, e faça o download do instalador de seu jogo:

wget -c akamai.cdn.ea.com/eamaster/s/p/eagames/deadspace/deadspace_na_dip_1.zip?sauth=xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx

Pronto agora é só esperar terminar seu download, depois basta descompactá-lo dentro da pasta "Program Files/Origin Games/" .
Agora abra o origin e ele irá instalar o game para você, em alguns casos é necessário matar o processo "EaproxyInstaller" para que a instalação possa ser finalizada.
Screenshot do game rodando :

P.S: Eu achei isso em um apanhado de comentários em um arquivo de mailling-list, assim que encontrar o link eu posto aqui para dar os devidos créditos.

Lançado o PrintDesign e o Uniconvertor2

Depois de um longo tempo de espera o projeto SK1 foi atualizado, o bom e velho Uniconvertor deu lugar ao Uniconvertor2 e o editor de gráficos vetoriais SK1 deu lugar ao PrintDesign. Como se trava de um preview do que está por vir, várias coisas estão desabilitadas o que é decepcionante, eu queria poder testar a saída de PDF e a exportação em CMYK mas infelizmente isso ainda não é possível. Pelas amostras disponibilizadas pelo pessoal do projeto o usuário pode importar arquivos nativos(PDFX)* e CDR, embora eu tenha tentado importar cdr complexos de uma fonte externa e não tenha conseguido. Existem no projeto no estado atual duas coisas que me agradam. A primeira é a possibilidade de abrir vários documentos em uma mesma instância do programa e outra a opção de trabalhar em um arquivo com múltiplas páginas.

O Aplicativo é baseado em Python , por isso sua instalação é bem simples no opensuse eu precisei instalar os seguintes pacotes:

$ zypper in python-cairo-devel python-imaging liblcms-devel

Instalado as dependências é só baixar os código-fontes
Para o Uniconvertor:

svn checkout http://uniconvertor.googlecode.com/svn/trunk/ uniconvertor

Para o PrintDesign(lembrando que o PrintDesign depende do Uniconvertor):

svn checkout http://print-design.googlecode.com/svn/trunk/ printdesign

Para a instalação a criação de um pacote é mais indicada, assim, fica mais fácil remover

python setup.py bdist_rpm

Esse comando vai criar um pacote RPM(caso use um distro DEB, substitua o rpm por deb no comando acima) dentro de uma pasta bdist que está dentro do código fonte que acabou de baixar, basta instalar o pacote e ser feliz.

Fonte